Um encontro entre as alfaiatarias artesanais e as novas tecnologias do varejo. Essa é a proposta do novo negócio de Rony Meisler, 37 anos, fundador e CEO da marca Reserva. Inaugurada em agosto, no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, a Oficina Reserva é especializada em roupas básicas para o dia a dia, mas feitas sob medida para o cliente, de acordo com suas preferências. As peças incluem calças, camisetas, camisas e jaquetas — todas sem estampa.

Ao ser abordado por um vendedor, o cliente é convidado a bater um papo sobre o que gosta de vestir, qual estilo de música gosta de ouvir e até mesmo o tipo de bebida preferida para relaxar. A partir dessa conversa, os consultores da loja anotam os detalhes em um aplicativo que sugere os looks mais adequados para cada um.

As roupas são separadas pela equipe da Oficina e podem ser provadas numa sala embalada por trilhas sonoras criadas a partir do estilo do cliente. Caso goste de alguma peça, o comprador precisa apenas fornecer os dados do cartão de crédito. “No lugar do caixa, construímos um bar com drinques para os frequentadores da loja”, diz Meisler.

Além de sugerir os looks, a plataforma armazena dados como medidas pessoais e os tipos de colarinho, punho, estampa e tecidos das peças. “O algoritmo calcula a camisa perfeita para o corpo de cada pessoa. O sistema transforma o vendedor numa espécie de alfaiate futurista”, diz Meisler. As peças custam entre R$ 299 e R$ 540 e são produzidas em um ateliê em Uberaba, em Minas Gerais. O prazo de entrega é de até 20 dias corridos. O tíquete médio está estimado em R$ 550.

A Oficina Reserva nasceu de uma sociedade de Meisler com Felipe Siqueira, 30 anos, fundador da Social Tailor, startup mineira especializada na produção de camisas sob medida. “Nós nos conhecemos pelas redes sociais. Fiquei encantado com a proposta do negócio e entrei em contato com o Felipe para descobrir como poderíamos fazer algo juntos”, afirma Meisler, que investiu cerca de R$ 2 milhões para lançar a operação conjunta. “A expectativa é que o faturamento anual fique entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões”, afirma.

Tudo rastreado

As araras, as bancadas e os suportes são equipados com sensores que rastreiam o caminho das peças pela loja e identificam os itens que estão sendo manuseados pelos clientes. O sistema aponta, por exemplo, quais são as roupas mais desejadas pelo público do espaço.

Porta a porta

Microempreendedores podem ser consultores da marca. Por cerca de R$ 900, é possível adquirir um kit composto por um mostruário básico e pelo aplicativo de medidas. O modelo é baseado em vendas porta a porta das camisas da marca. A comissão é de 20%.

Delivery de looks

Os clientes da Oficina podem agendar visitas de consultores no site da empresa. O serviço está disponível em todas as regiões do país. No Rio de Janeiro, onde fica a loja física, o consumidor pode agendar uma visita ao ponto de venda.

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