inovação  pode levar uma empresa ou uma pessoa a um sucesso estrondoso. Por outro lado, quem não entender as mudanças que ocorrem na sociedade tem grandes chances de ficar de fora desse novo mundo.

Enxergando esse panorama como uma oportunidade de negócio, uma empreeendedora trabalha para ajudar  organizações a indivíduos a se adaptar a esses novos tempos e manter uma trajetória de crescimento pessoal e profissional. Ela é Priscilla Erthal, sócia da Organica Evolução Exponencial.

Priscilla tem 35 anos e é de Niterói. Antes de empreender, ela construiu carreira no mundo corporativo. Foi gerente de de produto da B2W, cuidou do marketing da Netshoes e foi CMO do Hotel Urbano.

Na mesma época em que Priscilla chegava ao Hotel Urbano, a Organica nascia. A empresa foi criada em janeiro de 2014 por Roni Cunha Bueno, que deixava o mundo corporativo – ele chegou a ser vice-presidente do Netshoes – para empreender. No começo de 2016, outro ex-diretor do e-commerce de artigos esportivos virou sócio do negócio: Renato Mendes.

Meses depois, chegou a vez de Priscilla, que foi convidada para comandar a operação da Organica no Rio de Janeiro e aceitou. “A oportunidade veio na hora certa. Estava pronta para fazer algo novo na vida e com vontade de ajudar nossos clientes a entrar na ‘nova economia’”, diz.

Mas o que, enfim, é essa “nova economia”? O conceito é amplo, mas diz respeito às mudanças trazidas pelos avanços tecnológicos às relações entre a empresa e a sociedade.

Uma das mudanças mais sensíveis é o empoderamento dos clientes. “A internet e as mídias sociais deram voz às pessoas. O poder mudou de lado e agora pertence ao consumidor e não às empresas. Um exemplo dessa força é o que aconteceu com o McDonald’s, que agora monta um sanduíche do jeito que seu cliente quer. Em outras décadas, isso era impensável”, afirma a empreendedora. “E se a empresa cometer algum erro, pode ter problemas enormes.”

Além disso, a concorrência pode destruir um negócio que não inova constantemente. “É preciso que as organizações olhem para dentro, se questionem e sejam dinâmicas de uma forma que não era necessária no passado. Do contrário, poderão afundar”, afirma Priscilla.

E é aí que entra a Organica, segundo a empreendedora. “Ajudamos nossos clientes a ‘se desconstruírem’ para se adaptar e evoluir”, diz.

Essa “evolução”, de acordo com a fluminense, se baseia em vários pilares. No caso das empresas que contratam a Organica, a principal tarefa é ajudar a organização a mudar os valores que não se adequam aos tempos atuais. “Também ajudamos no recrutamento de pessoas e no desenvolvimento de equipes e ajudamos as empresas a cuidar melhor das finanças.”

A Organica também faz cursos e eventos. “Com essa frente, também ajudamos pessoas físicas, dispostas a entender o que está acontecendo e seguir crescendo, seja como profissionais ou como empreendedoras”, afirma Priscilla. Há ainda uma frente de atuação voltada à capacitação e investimento de startups.

Com tantas frentes, é difícil definir o que a empresa faz – e Priscilla reconhece isso. “Essa é a ‘pergunta do milhão’”, diz a empreendedora. O que a Organica não é, ela ressalta, é uma consultoria. “Não chegamos aos clientes com receitas prontas e pranchetas. Trabalhamos juntos com eles para enxergar o que está indo mal e propor soluções”, diz.

A Organica já ajudou empresas como Oi, Banco Votorantim, MaxMilhas e Serasa Experian, entre outros. No total, o negócio tem mais de 50 clientes. “Conquistamos a confiança deles sem gastar nada com marketing, só no ‘boca a boca’”, afirma.

No futuro, Priscilla enxerga a Organica como um negócio que atenda todas as dores de seus clientes. “Queremos nos atualizar, olhar para a frente e continuar ajudando empresas e pessoas”, diz.

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