Um tablet para crianças vendido em formato de kit: para funcionar, é preciso que elas aprendam a juntar as peças e montar o quebra-cabeça.

Essa é a proposta da MakePi, empresa fundada em março do ano passado em Campinas (SP) pelos mesmos sócios da Happy Code — rede de escolas especializadas em cursos de programação e robótica para o público infantojuvenil, com faturamento anual de R$ 25 milhões. “Foi a experiência adquirida na sala de aula que nos fez perceber o potencial de um computador direcionado ao público infantil”, diz César Martins, 27 anos, cofundador e CTO da empresa.

Para criar o novo equipamento, batizado de MakePad, os sócios tomaram como base o Raspberry Pi — um computador de baixo custo lançado em 2012 no Reino Unido para popularizar o ensino de programação. “Sempre quis usar a placa do Raspberry Pi em algum projeto educativo. Daí surgiu a ideia de simplificá-lo e transformá-lo em um tablet, aparelho com o qual as crianças estão acostumadas”, diz Martins.

Para que a adaptação tivesse sucesso, foi preciso criar um sistema operacional próprio, amigável para as crianças e compatível com a tela touch screen.

O MakePad é vendido no formato de kit: cabe aos pequenos conectar os diferentes componentes — placa do processador, bateria recarregável, alto-falante, placa de vídeo e tela — para fazer o equipamento ganhar vida. “Depois de ver como o equipamento funciona por dentro, as crianças ficam mais confiantes para aprender programação e desenvolver games.”

O MakePad será lançado em primeiro lugar nos Estados Unidos. “Foi uma decisão mercadológica, já que o uso da tecnologia na educação é mais disseminado por lá.”

Para financiar a ideia. Martins fez uma campanha de crowdfunding no Kickstarter e obteve US$ 55 mil.

A entrega aos futuros ­makers está prevista para outubro deste ano — nessa primeira leva, o preço do aparelho será US$ 239.

Imprimir