Praia Grande é a única cidade da Baixada Santista que se inclui nas obrigações para receber uma unidade do restaurante popular Bom Prato, do Governo do Estado de São Paulo, mas ainda não tem o equipamento. Pelo projeto, cidades com mais de 200 mil habitantes estão habilitadas a ter o restaurante. Na região, Santos, São Vicente e Guarujá já possuem unidades instaladas. A mais recente, do Dique da Vila Gilda, que foi inaugurada no último mês.

Em entrevista ao programa “Porque Não?”, da página de Facebook “Praia Grande na Tela”, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), falou sobre a possibilidade do município receber um Bom Prato. Apesar da ideia agradar, o chefe do Executivo foi taxativo. “Só se for nos mesmos moldes de Santos. O governo entra com o subsídio e nós entramos com o prédio”, disse.

Segundo Mourão, o Governo do Estado de São Paulo tem proposto que os próprios municípios arquem com os custos do restaurante popular. “Daí, eu entraria com o prédio, com o dinheiro, e ele (governo estadual) com o nome. Não tem como. O governo de São Paulo quer inventar a roda”, ironizou o prefeito praiagrandeense.

“Se eu tenho que gastar com o prédio e subsidiar entre dois a três milhões de reais por ano, é melhor utilizar essa verba para custear exames”, emendou Mourão.

Na visão do chefe do Executivo, o estado tem que ser responsável pelo Bom Prato, já que é um programa do governo. “Ele (governo do estado) tem que parar de brincadeira. Ele lança um produto, não consegue bancar e depois quer terceirizar o problema”, finalizou.

No Estado de São Paulo, o Bom Prato é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. O programa conta com 56 unidades em funcionamento. O almoço tem custo de R$ 1,00.

A alimentação é balanceada com 1.200 calorias, composta por arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa (geralmente uma fruta da época). O subsídio governamental é de R$ 4,19 para adultos e de R$ 5,19 para crianças com até 6 anos, que têm a refeição gratuita.

Já o café da manhã é oferecido leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação. A refeição, de 400 calorias em média, custa R$ 0,50 ao usuário. Em setembro de 2011, o café da manhã foi implantado em todos os restaurantes.

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