Era uma vez um menino que vivia em um país dividido e desacreditado, mas sonhava em ser um dos heróis a salvá-lo. Sua principal arma era a Educação e seu escudo era feito de criatividade. Esse pode até parecer o enredo de uma história fantástica, mas não é bem assim. O menino que sonha em transformar vidas e melhorar seu país por meio da Educação existe, mora na Vila Antártica, em Praia Grande, e chama-se Vinícius Cellurale.

Potencial para ser herói do cotidiano, dia após dia, Vinícius vem provando que tem. A conquista mais recente foi o primeiro lugar no concurso literário Faça Parte Dessa História, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Foram inscritas 4 mil obras de escolas públicas de todo o País e a produção de Vinícius, que tem 17 anos, foi a primeira colocada na categoria Ensino Médio. Com isso, ele garantiu, no ano que vem, presença em um dos maiores eventos literários do mundo: a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Será a primeira vez que ele fará uma viagem para fora do Brasil.
Vinícius, que também participou da Bienal do Livro de São Paulo, como parte da premiação do concurso, diz que seu conto, chamado Solo Mãe, trata de patriotismo. A proposta da competição era falar de diversidade e ele viu, no próprio País, o contexto perfeito para a história.
“O Brasil é rico exatamente nisso, fonte quase inesgotável de diferentes tipos de diversidade. Então, pensei em valorizar meu país e falar um pouco de esperança e da responsabilidade que cada um tem”, conta.
E deu certo. A vitória foi comemorada por toda a família. Aliás, Vinícius conta que o pai foi o mais nervoso à espera do resultado. “Tinha um dia para a divulgação do resultado, mas não horário definido. E meu pai, mesmo no trabalho, ficava conferindo o site a todo instante. Tanto que foi ele quem viu primeiro e me deu a notícia”.
No entanto, o estudante sabe reconhecer que conquistou aliados e ajudas importantes para suas vitórias. “Eu soube do concurso por meio da minha professora de Língua Portuguesa, Kallen Botelho, que sempre me apoiou muito não só neste concurso, mas sempre”, afirma o estudante, que cursa o Ensino Médio na Escola Estadual Reverendo Augusto Paes de Ávila e cursou o Fundamental na rede municipal.
“Eu quero trilhar a área da Educação, sou apaixonado por Educação, por Pedagogia. Eu quero lecionar. Também quero escrever para ajudar com que outras vidas sejam transformadas, como a minha. Eu sempre li muito. Quando era pequeno, lia muitos gibis. Toda essa leitura despertava minha criatividade”, diz.
Por meio da criatividade, diz, conseguiu divertir-se até mesmo sozinho. “Com o passar do tempo, comecei a colocar isso no papel. E até aquela pergunta que atormenta todo jovem: o que você quer ser quando crescer?, eu já conseguia responder aos 12 anos: eu quero ser escritor”.
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