O mês de março teve resultados mistos para as lojas virtuais, com o alastramento da pandemia causada pelo novo coronavírus no Brasil. Alguns setores surfaram no aumento de pedidos online, enquanto outros amargaram perdas vindas do isolamento social.

estratégia desses empreendimentos digitais é a mesma: dar descontos e políticas de frete grátis para impulsionar vendas, mesmo que o tíquete médio caia.

O levantamento foi feito durante o mês de março, com cerca de 15 mil lojas brasileiras que usam a Nuvemshop. A plataforma de e-commerce traçou as mudanças nas vendas ao longo do último mês, incluindo recortes por setores e por tamanho das lojas virtuais.

Vendas e tíquete médio
As vendas caíram 45% no dia 22 (domingo) em relação ao mesmo dia de um mês normal. Esse foi o pior momento do mês para o e-commerce. Mas a retomada se iniciou a partir do dia seguinte (23). Houve uma alta de 140% nas vendas entre os dias 23 e 31 de março.

Mesmo com essa retomada, o tíquete médio só caiu ao longo de março — o que a Nuvemshop atribui aos lojistas dando descontos maiores para impulsionarem as vendas. O número de varejistas que adotou o frete grátis aumentou de 30% para 55% dentro da base entrevistada pela plataforma de e-commerce. O tíquete médio caiu entre 10% e 15% em março na comparação com um mês normal.

As lojas médias e grandes foram as mais afetadas em vendas, com quedas próximas de 30% na terceira semana de março. Mas se recuperaram na quarta semana, com altas respectivas de cerca de 25% e 10%. Já as lojas pequenas sofreram menos mudanças de demanda em março, mas tiveram queda de cerca de 5% nas vendas durante a última semana do mês.

Setores que mais e menos venderam
No consolidado de março, a Nuvemshop diz que o segmento de viagens foi o mais afetado: desde o dia 15 de março, quase não foi possível para esses lojistas comercializarem produtos e serviços. Os empreendedores de insumos médicos aproveitaram o mês, com 5.000 vendas e estoques zerados em 72 horas (entre 21 e 23 de março).

A plataforma de e-commerce olhou as vendas nos piores sete dias de março para ver quais setores mais e menos venderam no ápice da crise. As lojas de comidas e bebidas foram as que mais aumentaram suas vendas, com crescimento de 80%. Os outros segmentos enfrentaram neutralidade (vendas não subiram nem caíram) ou queda na comercialização. Quem mais perdeu foi o segmento de serviços, com queda de 60% nas vendas.

Olhando a última semana do mês, todos os segmentos tiveram uma semana positiva em vendas. O maior crescimento se viu em livroseducação presentes (mais de 50% de aumento nas vendas). Os que menos cresceram foram casa e decoraçãoeletrônicos e pets (entre 1% e 20%).

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