Primeiramente parabéns pela preocupação em investir melhor o seu dinheiro. A queda da taxa de juros levou ao surgimento de muitos fundos e isso tem complicado a vida do investidor na escolha do produto ideal ao seu perfil. Desde o início do período da queda da taxa mais de 3 mil novos fundos foram criados e só ano passado surgiram mais de 50 novas gestoras com características distintas.

O primeiro passo para escolher um bom fundo é entender se o produto atende às suas necessidades, perfil e objetivos como investidor. Existem diversas modalidades de fundos, como os de renda fixa, multimercado e ações. Há também diferentes prazos de resgate, taxa de administração e de taxa de performance.

Na sequência devemos analisar os aspectos quantitativos: rentabilidade em diversas janelas de tempo, volatilidade, que é uma medida de risco e apura o nível de oscilação da cota; o Índice de Sharpe e o Information Ratio, medidas de relação risco e retorno; e a correlação que mede o comportamento do fundo com os demais ativos do seu portfólio. Sites de comparação de fundos fornecem essas estatísticas.

Os aspectos qualitativos da gestora também devem entrar na análise: qual patrimônio tem sob gestão e qual vem sendo a sua evolução, quem são os sócios e há quanto tempo trabalham juntos. Além disso, é interessante entender, se for possível, como é a divisão societária da gestora, se o processo de decisão de investimentos é de apenas uma pessoa ou um colegiado e qual a distribuição de retorno por estratégia dentro do fundo. No site das gestoras você encontra documentos com muitas dessas informações. Hoje as casas estão ficando cada vez mais próximas dos investidores finais e mais aberta a dar informações.

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