O número de seguidores de Danielle Noce no Instagram, onde fala sobre viagens e gastronomia, não é tão impressionante quanto seus dados financeiros.

A empreendedora de 34 anos, natural de Brasília, faturou R$ 2,8 milhões apenas no primeiro semestre deste ano, em campanhas para marcas como Bradesco, Jaguar e Latam — o valor já supera a receita total do ano passado, que foi de R$ 2,6 milhões.

Segundo a influenciadora, o sucesso é resultado da estrutura profissional que montou para vender sua popularidade, inspirada no modelo de grandes empresas.

Ao lado do marido e sócio, Paulo Cuenca, 33 anos (219 mil seguidores no Insta), Dani montou um time de 15 funcionários, que vão de produtores de fotos e vídeos a assessores de marketing. O time adotou uma prática comercial que lembra os gigantes de mídia. “Não trabalhamos com posts avulsos.

Em outubro, quando as agências de publicidade fecham a programação do ano seguinte, nós negociamos com elas projetos completos de influência digital”, afirma Danielle. “Na Copa, por exemplo, fizemos uma ação para o Bradesco que incluiu 20 vídeos nos nossos canais, 20 para a marca postar, 20 fotos em cada perfil [dela, de Paulo e do banco] e mais um pacote de stories [os vídeos instantâneos do Instagram].”

As campanhas normalmente incluem seu canal no YouTube, a rede social na qual ela despontou para a fama. Mas todos os projetos têm como carro-chefe posts e vídeos para o seu perfil do Instagram.

“É no Instagram que as campanhas reverberam. Isso acontece porque a mídia tem um público cativo e engajado no tipo de conteúdo que o influenciador posta”, afirma Esther Sá, gerente de conteúdo digital da agência de publicidade ID\TBWA.

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