Todo empreendedor já sentou na mesa para estruturar uma primeira versão do seu plano de negócios. Faz parte do jogo e está no beabá do empreendorismo. Afinal de conta, dificilmente se chega em algum lugar sem um ponto de partida.

Mas Timothy Carter, empreendedor e especialista em liderança, tem uma má notícia: o seu plano é terrível. Mas não se ofenda. Para o empresário, praticamente todos os primeiros rascunhos de planos de negócio são ruins.

Em coluna na Entrepreneur, ele cita como exemplo uma passagem do escritor Ernest Hemingway: “O primeiro rascunho de qualquer coisa é ruim”. A lógica da literatura é aplicável ao mundo dos negócios, garante Carter. Para escrever um bom texto, é necessário “revisar, revisar e revisar”.

Nos planos de negócio iniciais, essa necessidade é ainda mais evidente. Isso porque, nessa fase, o empreendedor costuma ter poucos números ou estruturas lógicas baseadas em experiências para colocar no papel.

Para reconhecer esses erros, Carter indica que empreendedores busquem os seguintes detalhes:

Falta de customização
Não há problema em partir de um esboço existente para a criação de um plano “do zero”. O cuidado que se deve tomar, no entanto, é garantir que o seu trabalho reflita a natureza do negócio. Por isso, o especialista sugere que empreendedores não fiquem “presos” em modelos prévios, garantindo que seu trabalho esteja customizado com seções e campos que façam sentido para o seu negócio.

Imprecisão
Outro erro comum é a falta de informações importantes nos primeiros planos de negócio. Isso acontece, diz Carter, principalmente, porque empreendedores se tornam “reféns” do material e não o atualizam ao longo do tempo. Sem as informações corretas, você terá um guia impreciso.

Não esqueça o lado ruim
Empolgados com a sua ideia, empreendedores costumam esquecer de adicionar em seus planos contrapontos que mostrem as dificuldades pelas quais um negócio pode passar. Pensando nisso, Carter recomenda que o empresário busque um olhar de fora, capaz de reconhecer essas dificuldades e pontuá-las.

Concisão
Um bom plano de negócios deve ser completo. Para Carter, isso significa um plano que contenha informações atualizadas e relevantes, mas também com perspectivas externas capazes de trazer um olhar mais imparcial ao negócio. E tudo isso deve caber em um plano direto e conciso. Sua recomendação é que empreendedores reservem um tempo somente para a revisão, reestruturação de parágrafos e reformulação de frases. “Vai valer a pena”, diz.

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