É fácil pensar que, provavelmente, o YouTube seja a rede social queridinha da quarentena. É por meio da plataforma que o público tem acesso às lives que têm feito estrondoso sucesso e que se tornaram rotina no período de distanciamento social.

Não é de agora, no entanto, que o YouTube vem ganhando força. Uma pesquisa realizada pela VidMob, plataforma de inteligência artificial para marketing, obtida com exclusividade pela EXAME, mostra que, na comparação entre 2019 e 2018, houve um aumento de 53% no uso da rede social dedicada aos vídeos.

“O que vemos é que todas as plataformas digitais que usam vídeo cresceram dois dígitos”, diz Camilo Barros, diretor de parcerias da VidMob para a América Latina, reforçando que o Instagram mostrou evolução parecida. “Não são necessariamente usuários novos, mas, sim, usuários que passaram a utilizar o YouTube com mais frequência. E, neste momento de pandemia, os números relacionados a Instagram a YouTube devem se tornar ainda maiores, exponencialmente.”

A pesquisa também mostra que quase metade dos respondentes acessam pelo menos três redes sociais de maneira regular. Usuários de plataformas de finalidades mais específicas — como o TikTok, para produção de conteúdo, e o LinkedIn, para relações de trabalho — são fiéis a cinco redes sociais em média.

Para Barros, os dados dão às marcas o contexto de que o público das diferentes redes sociais é praticamente o mesmo. O que muda é o interesse do usuário ao acessar as diferentes plataformas. “Existe uma distinção entre posicionamento e conversão: cada plataforma exige um tipo de anúncio e uma mensagem determinada”, diz. “O desafio é fazer a personalização em escala, entendendo os dados analíticos e adequando a comunicação da marca ao público consumidor.”

O comportamento do usuário pode mudar inclusive dentro de uma mesma rede social. Barros explica que o público que acessa a ferramenta stories no Instragram tem comportamento diferente ao rolar o feed do aplicativo, no que diz respeito ao chamado “call to action”, quando o conteúdo leva o usuário e realizar uma ação.

A surpresa da pesquisa, segundo Barros, foi o próprio TikTok, que mostrou um crescimento interessante. “É o hype da produção de conteúdo”, diz. “É facil produzir para eles, não é necessário ter um bom equipamento, estrutura, saber falar. E o aplicativo inspira usuários com desafios, sugere uma dancinha que você consegue fazer, gera a sensação de ser capaz de criar conteúdo.”


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