Prefeitura de Praia Grande e Santa Casa assinam convênio

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Cerca de dois mil moradores de Praia Grande estão na fila de espera para cirurgias eletivas de alta complexidade. Agora, a promessa é que 80% dos casos sejam atendidos nos próximos quatro meses. A solução está num convênio firmado nesta quinta-feira (1º) pela prefeitura com a Santa Casa de Santos para realização de exames, consultas pré-operatórias e intervenções cirúrgicas.

Para realizar o convênio, a administração municipal abriu um chamamento público para credenciar um prestador de serviço, que teve como único participante a Santa Casa. Ao todo, serão 1,2 mil cirurgias e mil exames. Ainda hoje, os pacientes já começam a ser procurados pela prefeitura para fazer a avaliação em Santos.

O prefeito Alberto Mourão (PSDB) acredita que esse número é suficiente para atender a demanda, pois exames antes das cirurgias podem indicar a necessidade do procedimento.

“Essas pessoas vão receber um documento para comparecer ao ambulatório da Santa Casa e fazer avaliação cirúrgica, vendo se elas estão preparadas e se é caso de cirurgia ou retorno ao atendimento ambulatorial. Depois da avaliação, achamos que esse número deve cair para 1.400”.

O provedor da Santa Casa de Santos, Ariovaldo Feliciano, garante que a instituição tem capacidade de absorver a nova demanda sem comprometer o atendimento existente no hospital, pois ainda há ociosidade nas salas cirúrgicas.

“Hoje, a Santa Casa dispõe de 20 salas cirúrgicas e 11 UTIs, tem uma retaguarda muito grande e uma equipe médica grande de 600 médicos, que vão trabalhar sábados, domingos, inclusive à noite, para que nós possamos concluir esse trabalho na maior brevidade possível”.

Investimentos

Além do convênio, que terá o custo total de R$ 4 milhões, a Prefeitura de Praia Grande deve começar no próximo mês as obras de ampliação do Hospital Irmã Dulce, que terá 110 leitos a mais, chegando a 320 vagas.

Mourão considera que, com o atendimento feito pela Santa Casa, que vai liberar leitos que hoje estão ocupados por pacientes que estão na fila de espera e a ampliação do hospital, o município também terá capacidade para realizar cerca de 100 cirurgias eletivas por mês.

Ele salientou que, por conta do convênio, não está utilizando leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) da Santa Casa, considerados regionais, e afirmou que a região tem que se mobilizar para melhorar a questão das cirurgias eletivas. “Isso não é suficiente para a Baixada Santista, mas seria para Praia Grande, pois vai tirar o sufoco de 7 mil internações por ano. Se não trabalharmos de forma sistêmica, não vamos avançar na região”.

Mesmo com esse atendimento ampliado, o prefeito Mourão afirma que uma pequena parte da desta demanda represada não terá solução até o final do ano.

“Tem cerca 50 de cirurgias que estamos negociando onde fazer fora da Baixada, pois aqui não há essas especialidades. Estamos negociando com o Governo do Estado como fazer”.

Fonte: A Tribuna Praia Grande

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