Caixa Econômica Federal, em parceria com o Sebrae, lança nesta sexta-feira, 19, um desafio para startups brasileiras. O objetivo do evento é encontrar soluções tecnológicas que ajudem a promover a independência financeira dos trabalhadores informais

O desafio tem como tema “Microfinanças, sob a perspectiva da Cidadania Financeira”, com foco na minimização dos efeitos da crise causada pelo novo coronavírus na vida das famílias brasileiras.

“Antes da crise, o mercado não pensava que os informais eram tantos assim. Vemos que passam de 40 milhões de pessoas, por isso é importante focar nesse público, levando inovação para a base da pirâmide”, diz Celso Leonardo, vice-presidente de negócios e varejo da Caixa.

Como participar

As inscrições ficam abertas até o dia 19 de julho pelo site Caixa Lab, onde está disponível o regulamento completo do programa. O banco irá selecionar as 10 melhores propostas inscritas para participar de um programa de avaliação e experimentação das ideias dentro da infraestrutura da instituição. 


Por conta de sua abrangência no território nacional, a Caixa busca soluções inovadoras e efetivas, mas que também sejam simples, baratas e seguras. “Um banco da dimensão da Caixa não tem o direito de se enganar e cometer erros. Qualquer erro atinge um universo de clientes muito grande”, diz Cláudio Salituro, vice-presidente de tecnologia da Caixa.

O desafio não especifica o tipo de soluções que está buscando. “Queremos que o empreendedor entre com a cabeça, não queremos direcioná-lo”, diz Leonardo. São válidas propostas em todas as frentes, desde avaliação de risco de crédito, a novos canais de venda e novos produtos de microcrédito.

O Sebrae irá ajudar na seleção das empresas e acompanhará o processo, oferecendo mentorias especializadas. As startups que se destacarem receberão entre 10.000 e 30.000 reais e serão convidadas a fechar uma parceria de prazo maior com a Caixa. 

A transformação digital do banco

De acordo com Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a iniciativa é uma forma de trazer a sociedade para contribuir com um dos setores mais expostos à crise gerada pela pandemia e, ao mesmo tempo, rejuvenescer a marca do banco.

“A Caixa está investindo em parcerias inovadoras com startups para transformar realidades por meio da tecnologia e de novas oportunidades para os microempreendedor”, afirma o presidente.

A pandemia acelerou muitos processos dentro da instituição financeira, segundo Salituro. O projeto de transformação digital da Caixa era uma das metas da gestão de Guimarães, mas precisou ser acelerado para conseguir transferir boa parte da estrutura física do banco para um modelo de trabalho remoto. O desafio com startups é uma nova etapa desse projeto.

Anteriormente, a Caixa fez um projeto piloto com cinco startups em parceria com a aceleradora Artemisia. A empresa também firmou um convênio com Universidade de São Paulo para se aproximar de jovens talentos, patrocinando inclusive um espaço de inovação para os estudantes.

Nos próximos meses, o banco espera fechar convênios similares com outras duas instituições de ensino superior brasileiras. “A covid-19 nos obrigou a parar um pouco com esse projeto, mas vamos retomar tão logo quanto possível”, diz Salituro.


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